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Sistema de segurança dos Jogos Pan-americanos já
serve de modelo internacional
(Equipe brasileira já recebeu visitas
de órgãos de segurança de outros países, interessados
em conhecer o projeto. A SISGRAPH, empresa brasileira, forneceu soluções
para viabilização do sistema implantado no Rio de
Janeiro)
Um dos destaques da organização
dos XV Jogos Pan-americanos, realizados no Rio de Janeiro, sem
dúvida, foi o sistema de segurança implantado. Com
investimentos de cerca de R$ 560 milhões, o Ministério da
Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança
Pública (Senasp), investiu na capacitação e
modernização de procedimentos de segurança,
integrou sistemas, ampliou o monitoramento de vias e pontos
críticos na cidade, comprou equipamentos, veículos e
aeronaves e inseriu moradores das comunidades no processo da
segurança pública.
O sistema,
montado em cinco meses, tem tecnologia semelhante à utilizada em
outros grandes eventos, como Copas do Mundo e Olimpíadas. A
equipe brasileira, que comandou o projeto, visitou Atenas, Sidney,
Londres, Atlanta, Alemanha e Israel para colher experiências. A
estrutura montada para os Jogos está sendo usada agora para
fazer a segurança da cidade do Rio de Janeiro. “O sistema
completo de segurança está baseado em redes neurais,
redes de inteligência artificial, com o claro objetivo de
fornecer informações mais seguras e confiáveis
para o operador de inteligência”, explica Odécio
Carneiro, coordenador de tecnologia da informação e
comunicação para o Pan.
O sistema montado
no Rio de Janeiro foi baseado nos conceitos de
georreferenciamento e geoprocessamento operando ininterruptamente em
regime 24x7 durante todo o período dos jogos. Graças a
esses dois conceitos, as ocorrências eram identificadas nos mapas
digitais, baseados em coordenadas geográficas, que cobrem a
cidade toda. “Assim, é possível localizar a
ocorrência, e também qual viatura está mais
próxima do local para prestar o primeiro atendimento, por
exemplo. Tudo on line”.
Para garantir o
funcionamento do sistema, sem interrupção, as redes
trabalham com sistemas de redundância, que garantem a
operação contínua, caso surja algum imprevisto.
“O sistema também é muito seguro. A encriptação
utilizada é tão forte que desestimula qualquer tentativa
de invasão”.
Para Carneiro, o
modelo de operação implantado no Rio de Janeiro é
um case de sucesso, aprovado pelos órgãos de
inteligência e de segurança e, principalmente, pela
população do Rio de Janeiro. “É preciso
levar esse tipo de projeto para outras regiões do país.
Temos recebido visitas até de órgãos de
segurança de outros países, interessados em conhecer o
projeto todo”.
OS DETALHES E O LEGADO
O sistema foi
usado pela estrutura de segurança dos Jogos Pan-Americanos e
Parapan-Americanos, coordenado pela Senasp, incluindo nove diferentes
instituições de segurança pública:
Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal,
Guarda Municipal, Polícia Rodoviária, Bombeiros,
Força Nacional de Segurança, Detran e CET-RJ.
Foram montados 15
centros de comando e controle: um centro principal, um centro de
back-up, oito centros regionais e cinco centros móveis,
além dos 36 centros locais de segurança. As
ocorrências eram registradas no sistema 190 e/ou 193 e, caso
fosse de interesse do Pan, eram direcionadas para os centros de comando
e controle que as atendiam. “Atingimos um atendimento mais
rápido das ocorrências e melhor gerenciamento das
situações apresentadas. A segurança dos jogos foi
um dos setores mais elogiados pelo comitê organizador”, diz
Carneiro.
Terminados os
Jogos Pan-americanos, os novos equipamentos foram incorporados ao
sistema de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro
e outras unidades da federação. Do total de recursos
aplicados pelo governo federal na segurança dos jogos, mais de
R$ 200 milhões foram destinados à tecnologia da
informação e comunicação. “Isso
coloca o Rio de Janeiro na ponta do que há de mais moderno em
transmissão de dados e voz, monitoramento eletrônico,
identificação de pessoas e comunicação
especializada via rádio”, explica o coordenador de
tecnologia.
O esquema de
segurança montado pela Senasp utilizou 1.768 veículos
(motos, viaturas, carros de bombeiros, viaturas adaptadas); 30 aeronaves, sendo 24 novas
(seis helicópteros multimissão, oito helicópteros
de observação e instrução e dez
motoplanadores), 18 mil rádios digitais, 18 mil agentes de
segurança, 120 cães farejadores, mais de 1,5 mil
câmeras para o sistema de monitoramento integrado, rede segura de
inteligência, centro de inteligência (com a
participação dos 27 órgãos federais,
estaduais e municipais de segurança), controles de acesso,
central única de comando e controle, oito centros regionais de
comando e controle, armamentos letais e não-letais e
equipamentos anti-bomba.
Vale destacar
ainda, que toda a estrutura de comunicação para os jogos
foi integrada a Rede de Integração Nacional de
Informações de Segurança Pública,
Justiça e Fiscalização - REDE INFOSEG, que integra
informações de todo o país, como os 28 bancos de
dados criminais, inquéritos policiais, CNH, RENAVAM, CPF e CNPJ,
dentre outros. Isso possibilita aos agentes de segurança uma
consulta em tempo real de qualquer dispositivo conectado a rede (palm,
celular, rádio, terminal de bordo etc).
"Assim, a
estrutura de segurança ganhou uma grande mobilidade na consulta
a dados de possíveis suspeitos próximos ao locais de
jogos, por exemplo", afirma Odécio Carneiro.
AS SOLUÇÕES DA SISGRAPH
A SISGRAPH
participou do projeto, fornecendo várias soluções
como I/CAD (I/Executive, I/Executive2, I/Dispatcher, I/Net Dispatcher,
I/MDT, I/Tracker, Intercad, I/Alarm, I/Back-up), GeoMedia WebMap e
VideoAnalyst, todas voltadas para a gestão das ocorrências
e forças policiais. O I/CAD também está implantado
nos Estados do Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do
Norte, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Amapá e
Rondônia.
Segundo
Odécio Carneiro, o maior desafio foi garantir a segurança
de um evento de enorme proporção em uma cidade de grande
porte (cerca de seis milhões de habitantes) e de geografia
complexa como o Rio de Janeiro. “Escolhemos as
soluções da SISGRAPH pelo fato da capacidade de
integração da tecnologia e em função da
comprovada experiência da empresa no mercado brasileiro de segurança
pública, incluindo o sistema 190 do Rio de Janeiro”.
Entre as soluções que a SISGRAPH
forneceu, destaque para a nova versão 8.02 do sistema I/CAD
(Computer Aided Dispatch), o I/NetDispatcher e o VideoAnalyst. A nova
versão do I/CAD possui suporte ao Oracle Data Guard e ao SQL
Server Database Mirroring, permitindo uma divisão
geográfica dos servidores de banco de dados para garantir uma
disponibilidade constante. Possui ainda uma ferramenta de planejamento
para organização e gerenciamento de eventos não
emergenciais, assim como uma ferramenta de atendimento móvel que
facilita o atendimento a vários órgãos, inclusive
da área de transporte e funcionalidades avançadas de
acompanhamento das equipes.
Já o
I/NetDispatcher permite um acesso remoto direto e em tempo real ao
sistema I/CAD, via Intranet/Internet com a utilização do
Microsoft Internet Explorer. Fornece um acesso seguro aos dados, com a
validação de usuários usando a arquitetura de
segurança do I/CAD para determinar qual agência/grupo de
despacho o usuário pertence, e desta forma definir quais
informações poderão ser visualizadas e quais
funcionalidades poderão ser realizadas por aquele
usuário.
O Vídeo
Analyst é um software que captura, analisa, melhora e edita imagens
provenientes de video-monitoramento (imagens tremidas ficam
extremamente nítidas). A solução foi desenvolvida com o uso da
tecnologia chamada “VISAR” (Video Image Stabilization and
Registration) de propriedade intelectual da NASA. Hoje, a solução
é usada pelo FBI.
Todas essas
soluções de dados móveis e de rastreamento da SISGRAPH
podem ser utilizadas através de dispositivos de
comunicação pessoal baseados em navegadores web. Isto
permite que os órgãos de segurança pública
utilizem um PDA para acessar, de qualquer local e em tempo real, os
dados essenciais sem a necessidade de utilizar um laptop ou terminal
embarcado.
Segundo Fernando
Schmiegelow, diretor de marketing da SISGRAPH, essa tecnologia
já está implantanda em mais de 200 clientes em 20 países,
protegendo mais de 500 milhões de pessoas no mundo todo.

SISGRAPH é destaque na mais importante feira de
Segurança Pública da América do Sul
A SISGRAPH participou da Interseg 2007 - Feira Internacional de
Tecnologia, Serviços e Produtos para a Segurança Pública,
realizada entre os dias 9 e 11 de setembro, no Rio de Janeiro. Junto
com a feira também foi realizada a Conferência Executiva
de Segurança Pública para a América do Sul da IACP
(Associação Internacional dos Chefes de Polícia -
International Association of Chiefs of Police). Além de estande
próprio, a SISGRAPH também esteve presente junto com a
Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro,
mostrando o sistema 190, e junto com a SENASP (Secretaria Nacional de
Segurança Pùblica), mostrando o sistema utilizado nos
Jogos Panamericanos do Rio.
No
evento, a empresa apresentou a nova versão do sistema I/CAD
(Computer Aided Dispatch), o I/NetDispatcher e o I/Mobile PDA,
três soluções exclusivas para o trabalho de
despacho e administração de equipes de campo voltada ao
segmento de segurança. O sistema I/CAD e I/NetDispatcher foram
utilizados no Pan 2007 para segurança dos jogos e gestão
das ocorrências e forças policiais. A tecnologia I/CAD
já está implantada nos Estados do Rio de Janeiro,
Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato
Grosso do Sul, Amapá, Rondônia.
O I/CAD 8.1 da Intergraph possui uma ferramenta de planejamento
para organização e gerenciamento de eventos não
emergenciais, assim como uma ferramenta de atendimento móvel que
facilita o atendimento a vários órgãos, inclusive da
área de transporte, e funcionalidades avançadas de
acompanhamento das equipes.
Já o I/NetDispatcher permite um acesso remoto direto e em
tempo real ao sistema I/CAD, via Intranet com a
utilização do Microsoft Internet Explorer. Fornece um
acesso seguro aos dados, com a validação de
usuários usando a arquitetura de segurança do I/CAD para
determinar qual agência/grupo-de-despacho o usuário
pertence, e desta
forma definir quais informações poderão ser
visualizadas e quais funcionalidades poderão ser realizadas por
aquele usuário. Em complemento a visualização de
todos os recursos e carga de trabalho de uma entidade
específica, o I/NetDispatcher permite que o usuário
efetue um grande número de tarefas. Por intermédio do
“browser”, pode-se obter um histórico de
informações, por exemplo: uma lista de atividades de uma
viatura em particular da semana anterior ou o número de roubos
relatados num específico mês.
O I/NetDispatcher também permite um acesso a
informações operacionais que determinam quem está
em trabalho (mapa força), quais equipamentos especiais eles
possuem em seus veículos, e qualquer outra habilidade especial
que seus tripulantes possuam.
Por intermédio dele pode-se criar um evento, colocar uma
viatura em serviço ou retirá-la, atualizar escalas de
pessoal, e enviar mensagens para qualquer usuário do sistema,
incluindo computadores de bordo e PDA, se houver.
Comunicação
móvel
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